: Ремонт ноутбуков hp pavilion. Ремонт ноутбуков hp своими руками. Ремонт клавиатуры ноутбука hp. Сервисный центр samsung ремонт планшетов. Быстрый ремонт планшетов samsung. Ремонт планшетов samsung galaxy tab. Штукатурка стен своими руками. Качественная венецианская штукатурка своими руками. Наружная штукатурка своими руками.
Смартфон samsung galaxy отзывы. Хороший обзор смартфонов samsung galaxy. Смартфон samsung galaxy ace 2. Горнолыжные курорты италии отзывы. Лучшие горнолыжные курорты италии. Горнолыжные курорты италии фото. Лазерная коррекция зрения. Качественная коррекция зрения стоимость. Операция по коррекции зрения. Язык программирования python. Учим python быстро. Весь язык python с нуля. Лечение сетчатки глаза. Нервный тик глаза лечение. Болезни глаз лечение.



Estão os Muçulmanos divididos entre "moderados" e "fundamentalistas"?

(in Revista Al Furqán, nº. 183, de Setembro/Outubro.2011)

A expressão integrista (enquanto sinónimo de fundamentalista) só se torna pejorativa quando se refere à religião; mas não quando se trata de medicina integrativa, ou quando se refere a uma pessoa íntegra.

Prezados Irmãos, Assalamu Alaikum:

Construiu-se, a nível mediático, uma distinção entre os muçulmanos considerados "radicais" e "moderados", aonde a palavra "radical" rapidamente é substituída pela expressão "fundamentalista" ou "integrista", apresentando-se estes termos sempre como sinónimos de retrógrado e fanático. Os "moderados" seriam aqueles que defendem a plena adaptação do Islão de acordo com a modernidade ocidental.

Nesta, e noutras classificações, fica latente a incapacidade de compreensão que o Islão gera, num mundo estruturado sobre imagens e estereótipos.

Para a maioria dos jornalistas, a religião não pode ser mais que algo primitivo face ao mundo civilizado. Quando nos chamam "muçulmanos moderados" na realidade estão a pensar "primitivos, mas pouco". Nós sorrimos perante estas classificações. A submissão a Deus (e ao Islão) não pode ser outro senão um acto íntegro, no qual o ser humano abandona toda a idolatria, a começar pelo despojo de todo o dogmatismo, de todas as projecções realizadas sobre o mundo, para garantir a adesão ao incondicionável. Não há um Islão moderado, porque não há nenhum Islão não-moderado, pela mesma lógica: se alguém é fanático, significa que fez da sua religião uma barreira, um ídolo em desacordo com outras religiões, e, portanto, não aceitou a diversidade como um dos seus símbolos mais maravilhosos. No entanto, também não há um islâmico não-fundamentalista, se tomarmos a palavra no seu sentido mais preciso: ele quererá sempre preservar a sua integridade, a perspectiva da vida enquanto um todo indivisível. Dito de outra forma; o Islão é uma abertura integral para a Unicidade da diversidade, e essa integração exclui a sectorização.

A palavra integrista (fundamentalista) só é pejorativa quanto se fala de religião, mas não quando se trata de medicina integrativa, ou de uma concepção integrada na natureza, nem quando se remete a uma pessoa íntegra. Se ser integrista é tentar recuperar o Islão como um modo de vida orgânico, uma categoria de estilo de vida, que abrange todos os aspectos da vida, claro que somos fundamentalistas.

No entanto, para a imprensa, um fundamentalista é alguém que quer voltar ao mundo da Idade Média, da qual se tem uma imagem pré-fabricada. Pois de que Idade Média se trata? Dessa época em que Paris era um pântano e a Córdoba tinha um milhão de habitantes e uma biblioteca com milhares de volumes que foram perdidos para sempre? Quando ouvimos o termo "Idade Média" como sinónimo de escuridão, não podemos deixar de ficar surpresos, uma vez que essa época representa por exemplo o apogeu cultural de Espanha. Neste e noutros casos, é óbvio o colonialismo intelectual.

Para ilustrar a versão entre "moderados" e "fundamentalistas", a imprensa só se refere ao wahhabismo; essa corrente originária da Península Arábica e que se caracteriza pelo fanatismo, pelo totalitarismo; um puritanismo extremo. A aplicação de castigos corporais, a discriminação das mulheres e das minorias religiosas... tudo isto é apresentado como a "ortodoxia" perante a qual os "moderados" apresentam uma corrente modernista. No entanto, este esquema, é, de novo, completamente falso. O wahhabismo não é senão uma corrente dentro do Islão, e assim foi reconhecida desde o início e a partir do seu nascimento.

A concepção da ortodoxia como algo rígido e imóvel perante a modernidade como a superação do dogmatismo faz parte integram-te da mitologia ocidental, mas no Islão sucede o oposto. O "ortodoxo" - de acordo com a mensagem do Alcorão e do exemplo do Profeta (paz e bênçãos estejam com eles) - seria o pleno reconhecimento das outras tradições e a ausência de fanatismos ou atitudes exageradas na prática Islâmica; a ausência de instituições hierárquicas; a tomada de decisões em assembleia; a igualdade entre homens e mulheres; a solidariedade e o apoio mútuo enquanto peças de articulação sociais; a liberdade de consciência e o direito de todos de se desenvolverem dentro dos limites estabelecidos por Deus.

A recuperação do Islão passa por viver plenamente esses valores, de forma íntegra. Poder-se-iam citar Ahadices e o Alcorão reforçando tudo isto... mas seria inútil, porque seremos sempre classificados como "muçulmanos moderados", "heterodoxos" ou mesmo "progressistas", por forma a salvaguardar a definição contrária. Que maçada!

Por outro lado, o termo kafir possui uma definição teológica e judicial, e outra definição popular, política e social, que não se devem confundir. Na consciência de muitos muçulmanos devotos, um cristão ou um judeu de-votos, são considerados crentes, enquanto um agnóstico de nome árabe ou persa é considerado descrente. E o anátema de kufr, deixa de referir-se somente às pessoas de fora, passando a incluir também vários grupos de dentro do próprio mundo islâmico. Actualmente, apesar de alguns muçulmanos alegarem que os "descrentes" serão responsáveis pelo massacre da cultura secular do ocidente, utilizam a mesma designação para aqueles que, dentro do próprio Islão, ainda que formalmente muçulmanos, aceitam e pregam ideias secularizadas que negam os próprios fundamentos da revelação islâmica. Na realidade, a laicidade é o inimigo comum de todas as tradições abraâmicas, e a erosão da autoridade moral nas sociedades seculares que observamos hoje em dia é problemática, tanto para judeus e cristãos, como para os muçulmanos.





Created & Design by MaiLayout